Mulheres Vítimas de Violência Doméstica

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Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e a sua Dependência para com os Agressores





Muitas mulheres sofrem violência doméstica, não conseguem afastar de seus parceiros e após sofrerem as violências podem apresentar como consequências psicológicas diversos sinais ou sintomas como, por exemplo: estresse pós-traumático, destruição da autoestima, apatia, depressão, ansiedade, distúrbios sexuais, distúrbios do sono, pânico, abuso na ingestão de substâncias, ansiedade generalizada, fobia, comportamento antissocial dentre outras.

Este trabalho teve como objetivo investigar os aspectos psicológicos envolvidos que impedem a mulher agredida de separar de seu parceiro sendo ele o agressor.

O levantamento de dados se deu junto à Delegacia da Mulher, onde se colheu estatísticas da violência cometida contra a mulher na cidade de Anápolis.

PESQUISA da Violência Doméstica

A pesquisa de campo contou com entrevistas as mulheres agredidas cujo material foi analisado para obtenção dos aspectos psicológicos envolvidos na relação agressor/agredido.

Neste contexto, é necessário que o foco recaia na construção dos relacionamentos, bem como no papel exercido pela violência e seus efeitos sobre o casamento/namoro e sobre os diversos aspectos da vida dos atores envolvidos (Alvim & Souza, 2005).

A construção histórica ideológica da superioridade do homem em detrimento da mulher fornece dados que proporcionaram uma compreensão do aspecto evolutivo relacional dentro do quadro de agressão marital. Essa submissão ocorre, como registro histórico, há pelo menos 2500 anos.

Nas civilizações Gregas, a mulher era vista como uma criatura subumana, submissa ao homem. Era diminuída moralmente e socialmente, e não tinha direito algum.

DETALHES

Na Idade Média a mulher desempenhava o papel de mãe e esposa. Sua função era de obedecer ao marido e gerar filhos. Sem nenhuma regalia ou permissões.

Na Idade Moderna, tem um cenário de contradições onde de um lado havia a queima de sutiãs em praças públicas que simbolizava a tão sonhada liberdade feminina, e de outro, esposas eram queimadas nas piras funerárias juntas aos corpos dos maridos falecidos, se tivessem sido vítimas de violência sexual.

Século XX

Segundo Birman (2001), o modelo da modernidade, ao qual transformações e consequências são trabalhadas, é preciso antes compreender o modelo clássico da diferença sexual. No primeiro momento, como foi citada anteriormente, a diferença sexual era focado no masculino do modo hierárquico o homem era visto como o sexo único, distintos e bem diferenciados. No final do século XIX e início do século XX iniciaria um discurso sobre essa diferença sexual.

Para entendermos o processo da diferença sexual e a violência gerada a partir dessa interação, faz-se necessário que seja definido o termo violência em seus vários aspectos.

O termo violência é caracterizado por:

Qualidade ou caráter violento, ação violenta: cometer violência, ato ou efeito de violentar, opressão, tirania: regime de violência, direito constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém. (DICIONÁRIO AURÉLIO, 2011).

A violência nos termos jurídicos é considerada uma espécie de repressão ou forma de constrangimento, ocasionando desta forma, uma coação, impossibilitando o indivíduo de reagir, sendo esse forçado a executar algo contra sua vontade.

“A violência contra a mulher é qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada.” (Array, 2009)




Portanto, a lei surgiu com o objetivo de responder adequadamente aos anseios e necessidades das mulheres vítimas de violência conjugal diante dos problemas relativos à aplicação da lei 9.099/05 em situações de violência doméstica.

O LAR

O lar pode ser um lugar perigoso, isso é verdadeiro no mundo todo. Os relacionamentos conjugais violentos são muito complexos, devido a isso urge a necessidade de desenvolver pesquisas enfocando a perspectiva relacional, ou seja, a perspectiva de que a violência doméstica também reflete a natureza das relações estabelecidas pelo casal, pois o conflito familiar se estrutura gradativamente a partir das experiências relacionais.

Sabe-se, através de estudos que o índice de maus-tratos marital pode acontecer, antes mesmo do casamento, como sugere Davidoff (2001), pois os cônjuges são provenientes de famílias com histórico de uso de agressão para resolver problemas. Eles próprios foram maltratados ou viram outros membros sofrerem maus-tratos. Essas famílias adotam atitudes tradicionais com relação aos papéis homem-mulher, esperam que as mulheres sejam submissas, como vimos no histórico relacional.

 

Veja tambem: Como Curar as Feridas no Casamento

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